
Operação Ifrit cumpre 102 mandados judiciais, apura tráfico internacional de drogas e armas e investiga suspeita de participação de agentes públicos no esquema
A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quarta feira, 4 de novembro, a Operação Ifrit para combater uma organização criminosa transnacional com atuação em sete estados brasileiros. A investigação apura crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e envolvimento em ações violentas.
A operação foi autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e também tem como objetivo identificar a participação de agentes públicos na estrutura criminosa.
Ao todo, foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão, sendo 25 preventivas e uma temporária. A Justiça também determinou três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.
A ação foi realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
Investigação apura atuação de grupo transnacional
De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa era liderada por um núcleo familiar e mantinha associação com facções criminosas. As investigações apontam ainda a participação de agentes das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.
O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. A apuração também envolve suspeitas de sequestros, torturas, atentados e homicídios.
Segundo os investigadores, a organização utilizava armamentos, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar grupos rivais.
Atuação concentrada na fronteira com o Paraguai
A principal área de atuação da organização criminosa seria a região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
As investigações apontam que o grupo também mantinha ramificações em outros estados brasileiros e utilizava rotas internacionais para a movimentação de drogas e armas.
De acordo com a Polícia Federal, os entorpecentes e armamentos eram obtidos na Bolívia, no Peru e no Paraguai. As drogas abasteciam redes de distribuição no Brasil e também eram destinadas a rotas internacionais de tráfico com destino à Europa, especialmente Espanha e Portugal.
Participação de agentes públicos é investigada
A investigação busca esclarecer o possível envolvimento de integrantes das forças de segurança no funcionamento da organização criminosa.
A Justiça determinou o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas. A apuração também envolve suspeitas de participação de policiais militares de Mato Grosso do Sul e de um policial rodoviário federal.
As medidas judiciais têm como objetivo desarticular a estrutura operacional da organização e avançar na identificação dos envolvidos nos crimes investigados.
A Operação Ifrit é resultado de uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Receita Federal, com autorização da Justiça Federal de Campo Grande.
Fonte Polícia Federal.
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