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Baixos impostos e energia barata atraem empresas para o Paraguai

Com energia até 60% mais barata e imposto de 10% sobre o lucro, país vizinho registra explosão de buscas por residência fiscal e abertura de negócios

17/01/2026 às 08h38
Por: Redação Tereré News Fonte: Band New
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Reprodução Wikipedia
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 O Paraguai tem se consolidado como um destino estratégico para empresários brasileiros que buscam reduzir a carga tributária e os custos operacionais. Enquanto no Brasil o sistema tributário é marcado por impostos múltiplos e sobrepostos, como ICMS, ISS, IPI e PIS-Cofins, o país vizinho oferece um cenário de baixa intervenção estatal e incentivos fiscais agressivos para atrair investimentos estrangeiros.

Um dos principais atrativos é o custo da eletricidade. O Paraguai produz mais energia do que consome, sustentado por três hidrelétricas, sendo a de Itaipu a maior delas. Com energia excedente para exportação, o custo da conta de luz para as empresas chega a ser entre 40% e 60% mais barato do que no Brasil.

O sistema do IVA e a competitividade

O modelo de tributação paraguaio simplifica a operação contábil. O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) é cobrado apenas sobre a margem de lucro, com uma alíquota fixa de 10%. Segundo empresários que atuam na região de Ciudad del Este, essa estrutura permite que o empreendedor taxe seus produtos com base no custo real da mercadoria, sem a pressão de tributos que incidem sobre o faturamento bruto.

Essa diferença de custos reflete diretamente no preço final ao consumidor. Um levantamento comparativo aponta que:

Cerveja (1,5 litro) no Paraguai: Vendida por R$ 12.
Produto similar no Brasil: Vendido por R$ 25.
Além da questão financeira, o ambiente de negócios é citado como menos punitivo. No Paraguai, órgãos governamentais e municipais costumam atuar de forma consultiva, notificando e apoiando o empresário antes de aplicar sanções, contrastando com a percepção de que, no Brasil, o empreendedor é muitas vezes visto como um "vilão".

Desafios para a indústria brasileira

A migração de indústrias para o país vizinho traz desafios econômicos significativos para o Brasil, já que a geração de renda e emprego acaba sendo deslocada para o exterior. Dados exclusivos da Sala Digital Google, em parceria com a Band, mostram um "boom" de interesse pelo tema entre 2024 e 2025:

Buscas por "residência fiscal no Paraguai" cresceram 465%.
Pesquisas sobre "abrir empresa no país" aumentaram 220%.
Houve alta significativa no interesse por investimentos, moradia e emprego no território paraguaio.

Especialistas apontam que, além da reforma tributária — que começa a ser implementada em 2026 —, a indústria brasileira precisa focar em produtividade, inovação e capacitação. Por outro lado, a Câmara de Comércio Brasil-Paraguai vê um aspecto positivo na tendência: a migração permite que empresas brasileiras em dificuldade econômica permaneçam competitivas frente a produtos importados da Ásia, mantendo seu mercado e clientes ativos através da produção no Mercosul.

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