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Protesto de médicos: Franklin cobra explicações e critica FUNSAUD

A cidade de Dourados amanheceu na última segunda-feira (14) com faixas de protesto espalhadas em diversos pontos, denunciando a situação enfrentada...

17/04/2026 às 13h56
Por: Redação Tereré News Fonte: Câmara de Dourados - MS
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Franklin apresentou um requerimento solicitando explicações à FUNSAUD. (Crédito: F.Grott/Assessoria)
Franklin apresentou um requerimento solicitando explicações à FUNSAUD. (Crédito: F.Grott/Assessoria)

A cidade de Dourados amanheceu na última segunda-feira (14) com faixas de protesto espalhadas em diversos pontos, denunciando a situação enfrentada por médicos que atuam na UPA e no Hospital da Vida.

O vereador Franklin Schmalz (PT) afirmou que já vinha recebendo, desde a semana anterior, questionamentos de profissionais de saúde sobre o tema. O assunto foi levado por ele à tribuna da Câmara Municipal durante a sessão de segunda-feira (13).

O protesto foi motivado pela redução no valor pago por hora/plantão aos médicos. A mudança ocorreu após a FUNSAUD, responsável pela gestão das unidades, realizar um processo licitatório para contratação de uma nova empresa de prestação de serviços médicos. Venceu a proposta de menor preço, o que resultou na diminuição da remuneração.

Profissionais de saúde alertam que a medida pode gerar desinteresse na permanência dos médicos nas unidades. Segundo relatos, cerca de 50 profissionais que já atuam na UPA e no Hospital da Vida podem deixar os postos diante da redução salarial, o que tende a impactar diretamente a qualidade do atendimento à população.

Diante da situação, Franklin apresentou um requerimento solicitando explicações à FUNSAUD, especialmente sobre os possíveis efeitos da medida na continuidade e qualidade dos serviços prestados.

Críticas ao modelo de gestão

Durante o pronunciamento, o vereador também fez críticas ao modelo de gestão adotado pela fundação. Para ele, o formato atual, que prevê a contratação de empresas terceirizadas para intermediar a contratação de médicos, segue uma lógica mercadológica inadequada para a saúde pública.

“Estamos falando de recursos públicos. Nesse modelo, a empresa precisa obter lucro, e isso acaba impactando diretamente na remuneração dos profissionais e na qualidade do serviço. A saúde pública passa a ser tratada como mercadoria”, afirmou.

Histórico de cortes e denúncias

O parlamentar relembrou ainda que, no início de 2025, a FUNSAUD promoveu o corte do adicional de insalubridade de trabalhadores da saúde, atingindo profissionais da enfermagem, setores administrativos, limpeza e cozinha. Em alguns casos, a redução chegou a até 40% dos salários.

“Quem cuida da população todos os dias teve perdas significativas, e até agora não houve nenhuma proposta de reposição”, destacou.

Cobrança por ações da Prefeitura

Franklin também cobrou providências do prefeito Marçal Filho com base em uma auditoria realizada na FUNSAUD. O relatório, concluído em agosto de 2025 ao custo de R$ 91 mil, ainda não resultou em medidas concretas.

“Há um diagnóstico pronto, mas nenhuma ação foi apresentada até agora. Falta vontade de tratar o problema”, criticou.

Entre os principais problemas apontados pelo vereador estão o endividamento da fundação, que ultrapassa R$ 80 milhões, além de queixas recorrentes da população sobre demora no atendimento, filas e falta de estrutura adequada. Profissionais também denunciam situações de assédio, perseguição e desvalorização no ambiente de trabalho.

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